Saturday, 29 September 2012

Vera Colombo



Illusions, 2011

Junku Nishimura




Rei da minha incoerência

Dias em que sou capaz de ter sexo com os teus pensamentos.

Ainda espasmos de seda

Se é para perder não, não no xadrez sentimental, e então sim, então depois, entrego-me vencido, ofereço-me sem resistência, ao jogo sensual.

Friday, 28 September 2012

O fumo que beija

Os meus filtros ampliam sonhos.

Haiku


o depois seja agora, 
a impaciência,
tornada desejo. implora

Thursday, 27 September 2012

Daido Moriyama




Bernhard Springer



Shadow and Light

A última ilusão

O Amor não tem seguidores inocentes: são todos cúmplices armados.

«O espasmo que a estrebucha»

Não serão doces as lágrimas de alegria, mas o sal é diferente.

Melhorzinho. Obrigado

Contraí uma crise de gargalhadas de alguém que possui um sorriso contagiante.

Wednesday, 26 September 2012

...

Custa mais seguir em frente quando se olha constantemente para trás.

Quando olhares o céu pensa: eu apascento, para ti, esse rebanho de nuvens



 Phillip Schumacher

Memória de peixe: a intenção é o que desconta



Diego Gravinese

A dor cala o apetite,

não se ingerem alimentos nas despedidas. 

Tuesday, 25 September 2012

...

Como vou dizer aos meus sonhos que a mulher que neles habita não existe?

William Gibson

Não temos ideia, agora, do quê, ou de quem possa habitar o nosso futuro. Nesse sentido não temos futuro. Não no sentido em que os nossos avós tiveram um futuro, ou pensaram que o tinham. Futuros culturais imaginados em que o luxo de outro dia, um em que o "agora" durasse mais. Para nós, com certeza, as coisas podem mudar tão abruptamente, tão violentamente, e tão profundamente que, futuros como os dos nossos avós possuem um insuficiente "agora" para se manterem. Não temos futuro porque o nosso presente é demasiado volátil. [...] Apenas temos a gestão do risco. A fiação dos cenários dados no momento. O reconhecimento de padrões.
- Pattern Recognition

Caso não saibam,

a dor viaja no corpo a 111 metros por segundo. Aproximadamente.

Agostino Arrivabene



O Psiconauta, 2007

«Had we but world enough, and time»



Morrem os ecos,

chega ao fim a tormenta. Já estou além do Cabo da Boa Esperança.

Monday, 24 September 2012

...

Contigo aprendi a saber perder. A minha conta de ti.

«Pai, afasta de mim este cálice»

Quantas vezes sentes nas tripas que vai ser assim? Que será sempre assim antes de ser outra coisa? Quantas vezes desistes antes de começar - por uma palavra, um déjà-vu, ou apenas medo? Quantas vezes?

Sempre que o corpo permite a ideia,

procuro a insatisfação dos prazeres frustrados, a satisfação cumprida é para os débeis.

Sunday, 23 September 2012

O oceano é isento de pudor




Vivo no espelho observando em mim o teu reflexo




O mundo ao nível subatómico seguido de verdades universais #16





«Amar (devia ser) como entrar no oceano e sair (molhado, mas inteiro).»
- Hugo V., Confissões Involuntárias, 2010, Edição de Autor