sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Quousque tandem abutere, Catilina, patientia nostra?



Hans Sebald Beham, Pacientia

8 comentários:

  1. «Até quando, Catilina, abusarás de nossa paciência?
    Quanto zombarás de nós ainda esse teu atrevimento? Onde vai dar tua desenfreada insolência? É possível que nenhum abalo te façam nem as sentinelas noturnas de Paladino, nem as vigias da cidade, nem o temor do povo, nem a uniformidade de todos os bens, nem este seguríssimo lugar no Senado, nem a presença e semblante dos que aqui estão? Não pressentes manifestos teus conselhos? Não vês a todos inteirados da tua já reprimida conjuração? Julgas que algum de nós ignora o que obraste na noite próxima e na antecedente, onde estiveste, a quem convocaste, que resolução tomaste? Oh tempos! Oh costumes! Percebe estas coisas o Senado, o cônsul as vê e ainda assim vive semelhante homem! Que digo, vive? Antes vem ao Senado, é participante do conselho público, assinala e designa com os olhos, para a morte, a cada um de nós. E nós, homens de valor, nos parece ter satisfeito a República, evitando as suas armas e a sua insolência. Muito tempo há, Catilina, que tu devias ser morto por ordem do cônsul, e cair sobre ti a ruína que há tanto maquinas contra nós. Porventura o insigne P. Cipião, Pontífice Máximo, não matou a Tibério Graco, por deteriorar um pouco o estado da República? E nós devemos sofrer a Catilina, que com mortes e incêndios quer assolar o mundo?»



    Em tuga, pra ser mais perceptível..

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  2. Sim, uma pena que, em mil anos, nada tenha mudado, nesta espécie rastejante tornada andante.

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  3. Não tivemos um Cícero, fiquemos pelo Ramalho Ortigão.

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    1. Este comentário foi removido pelo autor.

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  4. Mas hoje sinto a falta de alguma majestade, sobretudo na parte de condenar gente à morte.

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    1. Causa-me arrepios esta coisa da pena de morte!

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