- Sidney Lumet
Virtudes e pecados, dor e prazer, temas banais. O seu e o seu contrário. Depois veremos melhor.
sábado, 9 de abril de 2011
sexta-feira, 8 de abril de 2011
Jacques de la Palisse
- A monogamia deixa muito a desejar.
- Seria mais inteligente se vivesse rodeado de tolos.
- O nanismo é uma coisa. Onanismo outra.
Versão original
Acordei com uma canção da Dolly Parton na cabeça. Melhor do que acordar com o seu par de armas contundentes enfiadas nos olhos.
quinta-feira, 7 de abril de 2011
Também Bolonha, agora calo-me de vez que este assunto causa-me ânsias
Para o anónimo das 15h06, no primeiro desta série.
Temos que distinguir entre encerrar cursos e gerir recursos. Mais uma vez o problema é deste último, da gestão. Não me incomoda nada a abertura de licenciaturas inúteis no ensino privado, desde que os alunos sejam informados das suas possibilidades e a esses mesmos cursos feita uma avaliação séria, o que falta a todos.
No ensino público sendo diferente o problema, parte da solução estará em acabar de vez com a especialização excessiva, um mito que a ninguém serve. As licenciaturas generalistas, à moda antiga, continuam muito boas, apesar de todos os seus defeitos.
Já a falcatrua de Bolonha, que só pretendeu resolver problemas de financiamento das universidades, através dos montantes exagerados de propinas, em mestrados que não passam de um 4.º ano enxovalhado, são outra questão, diferente, mas próxima.
Basta dizer que o principal "argumento de vendas" de Bolonha, foi a necessidade de "deitar" para o mercado, profissionais qualificados, em menos tempo. Ora, nem há emprego para esses profissionais, nem são qualificados, nem as empresas os aceitam sem mestrado. As licenciaturas de Bolonha valem zero no mercado de trabalho. Qualquer empresa, para atendimento de clientes ao balcão (uma espécie de gestores de conta), exige mestrado.
Temos que distinguir entre encerrar cursos e gerir recursos. Mais uma vez o problema é deste último, da gestão. Não me incomoda nada a abertura de licenciaturas inúteis no ensino privado, desde que os alunos sejam informados das suas possibilidades e a esses mesmos cursos feita uma avaliação séria, o que falta a todos.
No ensino público sendo diferente o problema, parte da solução estará em acabar de vez com a especialização excessiva, um mito que a ninguém serve. As licenciaturas generalistas, à moda antiga, continuam muito boas, apesar de todos os seus defeitos.
Já a falcatrua de Bolonha, que só pretendeu resolver problemas de financiamento das universidades, através dos montantes exagerados de propinas, em mestrados que não passam de um 4.º ano enxovalhado, são outra questão, diferente, mas próxima.
Basta dizer que o principal "argumento de vendas" de Bolonha, foi a necessidade de "deitar" para o mercado, profissionais qualificados, em menos tempo. Ora, nem há emprego para esses profissionais, nem são qualificados, nem as empresas os aceitam sem mestrado. As licenciaturas de Bolonha valem zero no mercado de trabalho. Qualquer empresa, para atendimento de clientes ao balcão (uma espécie de gestores de conta), exige mestrado.
Para matar de vez a questão do escrito anterior
Podiam dizer-se outras coisas.
Que devem também fechar os Conservatórios, e a ESBAL. Não há dinheiro para a cultura, e nada disso alimenta.
Que o encerramento de uma licenciatura pode evitar que o próximo génio dessa área surja.
Que as universidades deviam fazer o seu papel: ensinar a pensar (Adriano Moreira, dizia com graça, já não recordo onde que, um licenciado é apenas um aluno, com licença para estudar sozinho).
Que está na hora de expulsar os amigos dos reitores e directores de curso, com emprego garantido e poucas horas de trabalho. Muitos nem sequer evoluíram dos acetatos para os power point, continuando alegremente a debitar ano após ano, as mesmas fórmulas anacrónicas, a falsificar resultados e a "chumbar" a gosto.
Que devem também fechar os Conservatórios, e a ESBAL. Não há dinheiro para a cultura, e nada disso alimenta.
Que o encerramento de uma licenciatura pode evitar que o próximo génio dessa área surja.
Que as universidades deviam fazer o seu papel: ensinar a pensar (Adriano Moreira, dizia com graça, já não recordo onde que, um licenciado é apenas um aluno, com licença para estudar sozinho).
Que está na hora de expulsar os amigos dos reitores e directores de curso, com emprego garantido e poucas horas de trabalho. Muitos nem sequer evoluíram dos acetatos para os power point, continuando alegremente a debitar ano após ano, as mesmas fórmulas anacrónicas, a falsificar resultados e a "chumbar" a gosto.
A crise, as licenciaturas académicas, José Gomes Ferreira, Alexandre Soares dos Santos. E Fritz Lang
A SIC Notícias emitiu esta quarta-feira, já depois do anúncio de José Sócrates, um programa dedicado a temas económicos, conduzido pelo jornalista José Gomes Ferreira, e em que coube a Alexandre Soares dos Santos o papel de entrevistado. Para quem não sabe, Gomes Ferreira, é o principal comentador económico dos noticiários da SIC generalista. Informado, modesto nas apreciações, falta-lhe em ousadia, inteligência, o que lhe sobra em seguidismo.
Não é culpa dele, é minha, mas, existem opiniões (disfarçadas de questões), propaladas na comunicação social, que me encanitam particularmente. Entre elas contam-se as que versam: "a rigidez da nossa legislação laboral”; “a regionalização urgente”; “a importância das licenciaturas de Bolonha para o mercado de trabalho e as empresas”; “a qualidade do nosso ensino universitário” e outras.
Desta vez coube ao citado Gomes Ferreira buscar apoio no empresário para uma opinião muito em voga e que a ele, jornalista, lhe é particularmente querida. O economista inquiriu Soares dos Santos (naquele jeito tão em voga de perguntador ansioso pela validação do seu juízo): “Não deveriam os cursos universitários, sem saída profissional no mercado de trabalho serem encerrados, como por exemplo, os cursos de Letras, de que as empresas não necessitam?”
Esta opinião, disfarçada de pergunta, desgosta-me profundamente. Não direi que me enoja, porque acredito que a intenção não tenha sido propalar uma concepção errada de sociedade, ou escamotear deliberadamente dados essenciais sobre a matéria. Trata-se apenas de falta de conhecimento, perspicácia e cultura democrática. A formatação da realidade, comum a jornalistas, políticos e decisores, a quem vive entre jornais, televisões, Internet e meios profissionais intoxicados pelas agências de comunicação, grupos económicos e de interesses, impede uma visão clara e facilita a rendição da liberdade individual.
O empresário, a quem daria todo o jeito concordar, respondeu que não. Na opinião dele, os bons profissionais não carecem de trabalhar exclusivamente na área da sua formação académica. Informou que na empresa onde iniciou a sua vida profissional, os profissionais do marketing, provinham do curso de filosofia - os que se mostravam mais aptos a entender o cliente -, que os licenciados em direito são muito bons para recursos humanos, e juntou outros argumentos. Gomes Ferreira pela expressão facial mostrava discordar, não se atreveu contudo a desdizer o ilustre convidado.
Soares dos Santos está certo. A pergunta do economista mistura o que não se pode misturar. Serei sintético num assunto que merece outro desenvolvimento.
Encerrar cursos universitários sem saídas profissionaIS? NÃO!
Aspectos formais:
· A tutela do Estado sobre as universidades privadas não compreende a possibilidade de eliminar as licenciaturas que lhe aprouver;
· Com toda a probabilidade, mesmo recorrendo a alterações legislativas, existiriam pesadas indemnizações a pagar;
· No ensino público haveria que alterar a legislação específica do sector, em especial a autonomia universitária (o que só por si não seria mau, se atentarmos nas barbaridades cometidas, infelizmente o Ministério que tutela a área não demonstra maior senso);
· As questões de empregabilidade não são lineares, o director do curso de Gestão da Universidade Nova, apregoa uma empregabilidade de 99% em seis meses; outros cursos, de outras universidades, encontram-se próximas de zero.
Aspectos substanciais:
· Não é atribuição do Estado limitar artificialmente, por necessidade de terceiros, as opções individuais de cada um dos seus cidadãos, muito menos na educação, assistir-se-ia aqui a uma intromissão violentíssima na esfera privada, ao estado compete informar, ao cidadão escolher;
· Nem o Estado, nem os cidadãos existem para satisfazer as necessidades das empresas, o Estado prossegue fins e interesses colectivos (uma palavra que assusta na era do liberalismo selvagem, quando se pretende substituir o interesse comum, por uma esmola disfarçada de “solidariedade social”), a não ser assim a máquina governamental limitar-se-á a constituir uma linha de montagem de trabalhadores; pequeninos robôs em fila indiana, vejam Metrópolis de Fritz Lang;
· Eliminam-se os cursos de literaturas, línguas, direito, filosofia, psicologia, sociologia (Ai! Maria de Lurdes Rodrigues!), arqueologia, antropologia, e também os de matemática pura, física teórica, astronomia, astrofísica e todos os ramos da ciência não experimental, ou sem aplicação empresarial imediata? Não? Porque são cientificas? Mais importantes que a filosofia, ou qualquer outro ramo do conhecimento? Quem determina essa relevância? A economia? Um dos cursos a par da gestão com menor taxa de empregabilidade. A economia que muitos economistas consideram, eles próprios, uma ciência social perto da adivinhação e que nunca conseguiu prever qualquer crise? O Estado, ao serviço das empresas, motivadas pelo lucro?
Hope
We shall overcome,
We shall overcome,
We shall overcome some day.
Oh, deep in my heart
I do believe
We shall overcome some day.
[...]
We shall overcome,
We shall overcome some day.
Oh, deep in my heart
I do believe
We shall overcome some day.
[...]
A tempestade perfeita
25 anos acumulando erros. Uma crise económica internacional. Um governo incompetente.
quarta-feira, 6 de abril de 2011
Adam Smith
Saber que sou rico e ela não, torna as coisas difíceis, por isso não perturbo, limito-me a fechar os olhos, relaxar e desfrutar de todo aquele sexo.
Espírito vincado
Esperava deitada na cama, sem roupa. Perguntei o motivo, disse estar: «vestida para amar». Quis mostrar que também era espirituoso e repontei: «nesse caso devias tê-lo engomado antes.»
terça-feira, 5 de abril de 2011
Japão, central nuclear de Fukushima
(Vista geral, da esquerda para a direita, reactores 1, 2, 3 e 4)
(Reactores 1 e 2)
(Reactor 2, o equipamento suspeito pela fuga de água com iodo radioactivo (cinco milhões de vezes superior ao limite legal), e césio-137, (1,1 milhões de vezes superior ao limite legal). Enquanto o iodo-131 tem uma vida média relativamente breve, de oito dias, o período de semi-desintegração do césio-137 é de 30 anos.)
Assento de nascimento
As mulheres adoram gatos. O gato é independente. O gato vai e vem quando quer (não quando bradam por ele). O gato passa a noite fora, e quando chega, fica quieto e dormita. Mesmo assim as mulheres reverenciam os gatos. Vou mudar o nome para Gato!
Truz, truz
O homem ideal, para algumas mulheres, tem uma língua de doze centímetros e orelhas* em forma de puxador.
* Não constitui insinuação sobre a anatomia de Luís Filipe Vieira.
* Não constitui insinuação sobre a anatomia de Luís Filipe Vieira.
segunda-feira, 4 de abril de 2011
Sempre que o Benfica joga em casa
Se todas mulheres podem ter TPM, porque não podem todos os homens possuir SportTV?
domingo, 3 de abril de 2011
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