Friday, 27 December 2013

Vinho novo, garrafa usada





«"Não estás perturbado Orr, estás?" perguntou Brooke, enquanto despejava vinho no copo. "Apenas sóbrio, os sintomas equivalem-se."»  
— Iain Menzies Banks, The Bridge, 1986

Thursday, 26 December 2013

Poesia engarrafada


Tom Palumbo

Il est l’heure de s’enivrer! Pour n’être pas les esclaves martyrisés du Temps, enivrez-vous sans cesse! De vin, de poésie ou de vertu, à votre guise.
— Charles Baudelaire, Le Spleen de Paris, "Enivrez-vous", 1869

Vinho e mulheres, é frequente andarem a par


Tom Palumbo, Paris, 1962


Los 10 de Miguel Brascó (del vino)

1. Para tomar vino no hay que saber nada.
2. No te dejes impresionar por lo que dice la gente acerca del vino. Nadie sabe nada.
3. El mejor vino es el que a ti te gusta.
4. El vino no se habla, el vino se toma. Es un elemento de la mesa, no para degustar.
5. El vino en la comida mejora el placer del comer.
6. Ni el vino tiene que ser más fuerte que el plato, ni el plato tiene que ser mas fuerte que el vino.
7. Hay que probar varios vinos, para irse formando una experiencia. Escoge uno y prueba todas sus versiones para comparar.
8. Si sabes comer, sabes cocinar, entonces por naturaleza buscarás el vino adecuado
9. El vino te levanta la vida.
10. No hay vinos, hay botellas. No hay botellas, hay copas. No hay copas, hay situaciones. No hay situaciones… hay compañías.

Wednesday, 25 December 2013

...


«"Maybe Christmas," he thought,
"doesn’t come from a store.
Maybe Christmas... perhaps... means
a little bit more!"»

— Dr. Seuss (Theodor Seuss Geisel), How the Grinch Stole Christmas,1957)

Tuesday, 24 December 2013

Bruce Gilden


Santa waiting for subway at Grand Street, NYC, 1968

Sylvia Plachy



Monday, 23 December 2013

Sunday, 22 December 2013

e porque temos vindo a falar de carne processada apresento aqui um exemplo das artes performativas contemporâneas, prenhe de significado e conteúdo, cuja classificação entre as audiências vai de «mas caganda porcaria», até ao «excelsa parábola sobre a desconstrução do mundo, a vida em sociedade no contexto gregário, e a utilização de smartphones 4G em ambiente rural»; entrego-vos pois os extremos da escala classificativa para que cuidem de traçar a média e a mediana — e não, não são uma e a mesma coisa — e assim o faço porque não sou o cronista exemplar que António Guerreiro é citando sempre três autores (que ninguém leu com excepção do próprio), em cada duas frases no suplemento semanal do jornal que, enfeudadamente, mais e piores discos e livros promove com fervor religioso (o Público, no suplemento Ípsilon, empatado com o Expresso na Atual, perseguidos no primeiro lugar pela revista Ler e JL) tudo sempre com enorme caução dos escrevinhadores da res publica; para terminar em jeito de aviso informo que entre os figurantes não se encontra a Erica Fontes, ao contrário do que vários adeptos da série "Onde está o Wally?" preconizam, mas que eu, se alguém me perguntasse, diria que não fazia mossa nenhuma à Arte se a performer fosse a Sara Sampaio e não me venham cá com coisas sobre os problemas que a jovem tem com a língua e com o descodificar do seu pensamento que eu atiro-vos logo com o signo, o sinal, o meio e a mensagem, o Saussure, o Lévi-Strauss, o Chomsky, o McLuhan, o Aron, o Barthes, o meu estimado Žižek, o Derrida, o Deleuze, até mesmo Lacan, isto para não mencionar essa alma torturada — Foucault — que tomou para si as dores do mundo, o que como toda a gente sabe dá mau resultado porque o mundo é uma merda e a gente que nele vive também



Menina vegetariana expõe-se à tentação da carne no 4.º Domingo do Advento


Natasa Vojnovic por Cedric Buchet, 2009