Saturday, 29 March 2014

Thursday, 27 March 2014

Wednesday, 26 March 2014

Tuesday, 25 March 2014

Intervalo publicitário (voltamos em um minuto)


Não entendo a polémica instalada sobre a interpelação feita pelo jornalista José Rodrigues dos Santos ― a quem não aprecio o estilo, nem o piscar de olho cúmplice ―, ao comentador político José Sócrates. Não entendo que o anterior chefe de governo não possa ser questionado na sua coerência porque entretanto despiu uma farda e vestiu outra. Não entendo que o homem que assinou a intervenção estrangeira na economia doméstica, e sancionou a austeridade, não possa ver o seu discurso actual posto em causa. Não entendo que o jornalista seja criticado na sua atitude porque o código deontológico rejeita o sensacionalismo (qual?), ou porque escreve romances. Não entendo que o "respeitinho" seja muito bonito, e os bons costumes devam calar a discórdia, mesmo a feroz, directa à jugular. Não entendo que a inversão de papéis deva ser sancionada apenas porque o anterior primeiro-ministro está travestido de comentador. Não entendo que um político comente "a título particular", assim como não entendo que José Sócrates deva ser "deixado em paz" porque "o seu tempo já passou": a responsabilidade política não prescreve. Não entendo que as críticas venham dos pares do jornalista, os mesmos seres opinativos, agora armados de ética e moralidade, mas, que noutras ocasiões, na falta de argumentos, apoucam a vestimenta, o corte de cabelo, o excesso de maquilhagem, ou os dentes desalinhados, de quem não se alimenta na mesma manjedoura - claro que tal vilania é feita "enquanto cidadãos", nas redes sociais, e nunca "na qualidade de jornalistas" no pasquim onde garatujam. Entende-se assim melhor que gostem de separar as águas.

Mas isto sou eu que passo a vida a tratar pratos de papel reciclado como bone china.


Natureza enlanguescida



Sunday, 23 March 2014

Teoria dos jogos


Vivo um jogo de soma nula: desperto sei, em cada sono dormido há um sonho não cumprido.