Saturday, 7 September 2013



Xooang Choi

Nos anjos que me assistem asas são jaulas, aprisionando o ar respirável.

Thursday, 5 September 2013

Na floresta salgada



Steven Lippman, da série intitulada No Bad Days. Vídeo aqui.


Think of this: we are mostly water; we are two-thirds ocean. Because of our high water content the body can be exposed to a strong magnetic field and the molecules of our hydrogen atoms respond. […] Water, waves, magnetism, image: it is a kind of poetry. A physical haiku. Entering an MRI is like entering a radio coil; the radio waves cause the nuclei of the body to quiver and respond.

We are all thus collectors of waves, we are all creatures of hidden oceans.
 
—  Gail Jones, Dreams of Speaking

Dieu te sourit complaisamment





«I’ve never loved another woman since. Yes… I stopped believing. Or maybe I never met the woman - perhaps I just never met you.»

Trois couleurs: Rouge, 1994, realizador: Krzysztof Kieslowski

Wednesday, 4 September 2013

Entrou na minha vida uma loucura branca de penas virgens


No sonho o anjo encolheu os ombros, sem deixar de bater as asas, e disse: «A existir outro falhanço será por falta de imaginação.» Depois colocou gentilmente o mundo na palma da mão que estendi, pousou, e caminhou ao meu lado.


Fotografias de Peter Lindbergh

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The Portuguese call it saudade: a longing for something so indefinite as to be indefinable. Love affairs, miseries of life, the way things were, people already dead, those who left and the ocean that tossed them on the shores of a different land—all things born of the soul that can only be felt.
Anthony De Sa

Tuesday, 3 September 2013

Projecto díptico vertical #164


Baile do Governador, Casa Branca, 21 de Fevereiro de 2010, Pete Souza
Província de Paktika, Afeganistão, 15 de Outubro de 2009, Chris Hondros

A noite arrasta a cauda negra das estátuas de sal



Um verão, ainda jovem, à janela, perguntou-se onde tinham ido aquelas mulheres que assentavam arraiais à beira-mar, observando, esperando algo que nunca iria chegar. O vento beijava-lhes a pele, delicadamente, empurrando em uníssono os cabelos soltos contra os lábios carnudos. De que época vieram, de que destino feroz se desviaram, para onde partiram? Faz muito tempo desde que viu tal esplendor solitário, pesado na sua imobilidade, escrevendo a triste história da esperança abandonada. Foi nesse Verão, que vagueou no negrume, no mar das trevas, como se fosse a primeira vez, para lançar a sua própria luz, mas o que derramou foi escuridão, o que encontrou foi a noite.

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But thy eternal summer shall not fade.
— Shakespeare

Monday, 2 September 2013

Projecto díptico vertical #163



Lucy McRae e Bart Hess
Erwin Wurm, Fat Cars

Sunday, 1 September 2013

Zhang Huan




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Someone watches over us when we write. Mother. Teacher. Shakespeare. God.
- Martin Amis, London Fields