domingo, 2 de setembro de 2012

A desordem da natureza

Sobre o vivo. Um oceano de energias poluentes, comida de plástico, e sentimentos artificiais movidos a bioetanol.

8 comentários:

  1. A melhor atitude diante de um espectáculo destes é a de nos sentarmos em cima de um banco, daqueles que se compram nos mercados, descansar os pés em cima de uma das traves, a comer azeitonas, e a deitar os caroços para o chão.
    Querendo podemos, também, dar azo à imaginação. A imaginação sempre foi a melhor forma de lutar contra as vicissitudes e a ociosidade dos arruaceiros, vendedores de amuletos e frequentadores de casas de putas e fabricadores do fast-food. Ah, não esquecer que “everybody hurts”

    http://youtu.be/pudOFG5X6uA.

    O oceano de energias poluentes, pois é. Não é bom que isso aconteça, estando nós, como estamos, à beira de um ataque de nervos. O melhor neste caso, porque as azeitonas, em excesso, fazem mal ao fígado, é dedicarmo-nos ao exercícios de actividade lúdicas e não só. Tenho verificado que desde que se descobriu que fazer crochet e limpar os jardins alivia o stress, o incentivo ao fabrico de suportes para todo o tipo de vassouras e agulhas de crochet, não pára de aumentar. Quanto às asinhas dos penicos e respectivas tampas, é tudo por uma questão biológica e estética. Biológicas porque se podem guardar as cacas nos penicos e utilizá-las, depois, como fertilizantes. Quanto à parte estética explica-se pela possibilidade de se poderem arrumar estes recipientes em armários, apenas com as asinhas de fora. Querendo, poder-se-á pendurar nessas asinhas, o saquinho com as borlas de algodão com que as senhoras desfazem a maquilhagem. Relativamente às tampas, em madeira, das sanitas e dos bidés é só para destabilizar o comércio do plástico. A madeira é um produto natural e, se cheirar a resina, tanto melhor. É este o slogan que por todo o lado circula: Invista na madeira até na cagadeira!
    E foi assim que com este aparato de coisas e circunstâncias que deixei para trás a filantropia das palavras, coisa que, em tempos, embevecia toda a gente, e passei ao laissez faire, laissez passer de um Colbert reencarnado numa economia de lixo e decoração.
    É esta a minha resposta para os sentimentos e comida de plástico, bioetanol e congéneres. Aposto nos fertilizantes naturais e nos sentimentos que fluem sem qualquer combustível a acompanhar!

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  2. Invoco a 5ª Emenda da Constituição venezuelana: "ISABEL PARA DITADORA"...

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  3. Olho Vivo, tu achas mesmo que eu tenho espírito de ditadora? Eu? Eu sou é anti muita coisa! Mas, "chacun s'arranje, mon ami!

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  4. s'arrange! Pardon!...

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    1. tu t'arranges et moi je me démerde :)

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    2. Vous êtes pardonné, cher amie, par la dernière fois...

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  5. Estou cá a pensar numa coisa. O Olho Vivo tem olho! Na..Na... Se eu fosse uma ditadora dava cabo destes corruptos todos! Aí, sim, ditadura da boa e com fartura! Já se viu que o jeito português e as " boas maneiras" de encarar a corrupção não são machado que corte a raíz a tamanho barrote...

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  6. Je me démerde, tu te démerdes il se démerde, nous nos démerdons, vous vos démerdez ils se démerdent. Pronto, Magui, está tuddo e embrulhado no melhor francês. Merde! Numa época em o inglês dá cartas, nous parlons français. Esperem aí. Vou-vos deixar aqui um vídeo que até ferve. Vejam, se tiverem paciência para francesices. Aí vai.
    http://youtu.be/x2C98G-9rJk

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