sábado, 17 de maio de 2014

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Gabriele Basilico’s Contact Series (reaction of design chairs), 1984

sexta-feira, 16 de maio de 2014

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Laurent Champoussin

quarta-feira, 14 de maio de 2014

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Um coração discreto faz o seu trabalho e não dá palpites.

Ren Hang



terça-feira, 13 de maio de 2014

Man Ray


Vénus Restaurada, 1936

segunda-feira, 12 de maio de 2014

Rogo ao fim do mundo que não comece abrindo as pernas: eu gosto de bater à porta antes de entrar


Paul Outerbridge

Hoje acordei in love com o mundo


Escultura de Maurizio Cattelan intitulada L.O.V.E., doada à cidade de Milão onde irá ficar nos próximos 40 anos na Piazza Affari, fotografia de Marta Galli

Não sou adepto de teorias da conspiração e fontes bem colocadas garantem-me: tudo isto é mera alucinação colectiva. Aparentemente vivemos hoje dias de engolir pesadelos, mas temos um longo futuro para os digerir. Os sobreviventes


Philippe Legrain:

[...]
Podemos vê-lo claramente em Portugal: a troika (de credores da zona euro e FMI) que desempenhou um papel quase colonial, imperial, e sem qualquer controlo democrático, não agiu no interesse europeu mas, de facto, no interesse dos credores de Portugal. E pior que tudo, impondo as políticas erradas. Já é mau demais ter-se um patrão imperial porque não tem base democrática, mas é pior ainda quando este patrão lhe impõe o caminho errado. Isso tornou-se claro quando em vez de enfrentarem os problemas do sector bancário, a Europa entrou numa corrida à austeridade colectiva que provocou recessões desnecessariamente longas e tão severas que agravaram a situação das finanças públicas. Foi claramente o que aconteceu em Portugal. As pessoas elogiam muito o sucesso do programa português, mas basta olhar para as previsões iniciais para a dívida pública e ver a situação da dívida agora para se perceber que não é, de modo algum, um programa bem sucedido. Portugal está mais endividado que antes por causa do programa, e a dívida privada não caiu. Portugal está mesmo em pior estado do que estava no início do programa.

[...]
Se pensarmos bem, o que a Alemanha, a Comissão e as instituições da UE em geral fizeram foi abusar do facto de Portugal e Grécia quererem desesperadamente ser europeus e estarem aterrados com o que lhes poderia acontecer se saíssem do euro e por isso puderam impor-lhes condições muito injustas. É um pouco como um marido violento que bate na mulher e que sabe que pode continuar porque ela ainda gosta dele e porque tem medo de o deixar.

[...]
Não é verdade que os aumentos salariais no sul da Europa foram excessivos nos anos pré-crise. Em termos de peso no PIB, os salários até caíram. Por isso não é verdade que esta foi a causa da crise, não é verdade que os salários precisavam de ser reduzidos. Só que esmagar salários provoca o colapso do consumo, agrava a recessão e agrava o peso da dívida, porque se os salários baixam, é mais difícil pagá-la.