Bill and Mistress Crystal, nr.º 2, 1997
Virtudes e pecados, dor e prazer, temas banais. O seu e o seu contrário. Depois veremos melhor.
sábado, 1 de junho de 2013
sexta-feira, 31 de maio de 2013
Friday Night Fever
Beberei esta noite, como se houvesse trabalhado, duro, em ti, nesta semana que finda.
quinta-feira, 30 de maio de 2013
quarta-feira, 29 de maio de 2013
terça-feira, 28 de maio de 2013
Capitalista sensual
Mulher poupada não usa o sexo. Mulher poupada não é frígida. Mulher poupada acumula desejo.
segunda-feira, 27 de maio de 2013
Ainda Jabor: um desenvolvimento colateral do soneto pessoano
[...]
Toda mulher é "Bovary"... e para serem amadas, instilam medo no coração do homem... Carinhosas, mas com perigo no ar. A carinhosa total entedia os machos... ficam claustrofóbicos. O homem só ama profundamente no ciúme. Só o corno conhece o verdadeiro amor. Mas, curioso, a mulher nunca é corna, mesmo abandonada, humilhada, não é corna. O homem corneado, carente, é feio de ver. A mulher enganada tem ares de heroína, quase uma santidade. É uma fúria de Deus, é uma vingadora, é até suicida. Mas nunca corna. O homem corno é um palhaço. Ninguém tem pena do corno. O ridículo do corno é que ele achava que a possuía. A mulher sabe que não tem nada, ela sabe que é um processo de manutenção permanente. O homem só vira homem quando é corneado. A mulher não vira nada nunca. Nem nunca é corneada... pois está sempre se sentindo assim... Como no homossexualismo: a lésbica não é viado.
[...]
Toda mulher é "Bovary"... e para serem amadas, instilam medo no coração do homem... Carinhosas, mas com perigo no ar. A carinhosa total entedia os machos... ficam claustrofóbicos. O homem só ama profundamente no ciúme. Só o corno conhece o verdadeiro amor. Mas, curioso, a mulher nunca é corna, mesmo abandonada, humilhada, não é corna. O homem corneado, carente, é feio de ver. A mulher enganada tem ares de heroína, quase uma santidade. É uma fúria de Deus, é uma vingadora, é até suicida. Mas nunca corna. O homem corno é um palhaço. Ninguém tem pena do corno. O ridículo do corno é que ele achava que a possuía. A mulher sabe que não tem nada, ela sabe que é um processo de manutenção permanente. O homem só vira homem quando é corneado. A mulher não vira nada nunca. Nem nunca é corneada... pois está sempre se sentindo assim... Como no homossexualismo: a lésbica não é viado.
[...]
Uma crónica de Arnaldo Jabor
Nosso macho feliz é casado consigo mesmo
[...]
Nos meus 20 anos, meu ídolo era o James Bond, bonito, corajoso, entendendo de vinhos e de aviões supersônicos, comendo todo mundo de smoking. Mundano? Sim, mas mesmo o Bond se esforçava, pois tinha a missão de salvar o Ocidente. Era um trabalhador incansável que merecia as louraças que papava.
Alma de Côrno
isto é, dura como isso;
Cara que nem servia para rabo;
Idéas e intenções taes que o diabo
As recusou a ter a seu serviço
Ó lama feita vida! ó trampa em viço!
Se é p'ra ti todo o insulto cheira a gabo
- Ó do Hindustão da sordidez nababo!
Universal e essencial enguiço!
De ti se suja a imaginação
Ao querer descrever-te em verso. Tu
Fazes dôr de barriga á inspiração.
Quer faças bem ou mal, hyper-sabujo,
Tu fazes sempre mal. És como um cú,
Que ainda que esteja limpo é sempre sujo
― Fernando Pessoa
Inédito publicado na primeira edição portuguesa da revista literária Granta
Subscrever:
Mensagens (Atom)








