sábado, 6 de abril de 2013

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Uma tarde de sol com cheiro de alecrim e sabor ao teu contorno.

quinta-feira, 4 de abril de 2013

(parêntesis)


Enoja-me, ligeiramente, que a comunicação social logre o poder de exonerar ministros; mesmo que esse ministro se apelide Miguel Relvas. Nem jornalistas, nem "comentadores", nem a intelligentsia das nossas redes sociais, estão isentos do sectarismo, demagogia, populismo, superficialidade ou esperteza saloia, a que o citado é relacionado.

Miguel Relvas possui as qualidades associadas aos portugueses, o desenrascanço em proveito próprio, o "jogo de cintura", a troca de favores, as manobras de bastidores, o aventureirismo (dar novos mundo ao mundo)- espero mesmo que, no seu melhor interesse, a esses se agregue o empreendedorismo fálico.

A "condenação" de Miguel Relvas é o lavar dos nossos pecados, em água suja.

É verdade, o cérebro é um órgão importante, e os governantes deveriam ser obrigados, por natureza, a possuir um, mas, não vamos confundir isso com o ónus de todos o usarem em proveito do eleitorado: não é essa a nossa, já longa, tradição.  

«Et toi mon coeur pourquoi bats-tu/Comme un guetteur mélancolique/J’observe la nuit et la mort.»



Grycja Erde

quarta-feira, 3 de abril de 2013

terça-feira, 2 de abril de 2013

Projecto díptico vertical #147



Estella Blain, Miss Muerte

A Esperança, essa prostituta


Entra e saúda, carrega no rosto um falso Verão
Melosa e sabida gueixa
Arrasta a mim a sua dedicação
Comparece, vem matar o viver da queixa
Apresenta-se em pele, nua
Sedutora, chega a calar o lamento.
Depois (é sempre depois), ri-se, directa e crua:
«Estou aqui», profere, «p'ra agravar o tormento,
entregar a desilusão, o quotidiano não!»

― Alejo Vargas, Decir Adiós a Usted

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Doce é alimentar-se do que é belo



Kilian Eng

«Quem enfrenta monstros deve permanecer atento e não se tornar também um. Ao olhar demasiado tempo para dentro de um abismo, o abismo acabará por olhar para dentro de nós.»

― Nietzsche