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| Les Géantes, Camargue, 1978 |
Virtudes e pecados, dor e prazer, temas banais. O seu e o seu contrário. Depois veremos melhor.
sábado, 16 de fevereiro de 2013
Ainda a propósito do substantivo masculino derivado do latim, culus, escreve uma leitora:
«olha, siceramente, nao ha cu nem pra começar esse assunto. país ridiculo em que alguem manda outro tomanocu via blog e isso é notícia, cara, na boa...»
Em boa verdade, crescia em mim a intenção de escrever sobre o número de desempregados, a balança de pagamentos, o défice orçamental, a dívida externa, a escassez de crédito às empresas, o aumento da taxa de mortalidade nos velhos, o desmantelamento do SNS, a crise da segurança social, a pilhagem do ensino público, o aumento da criminalidade violenta, a recente viragem lésbica da Daniela Mercury, ou até mesmo a falta de tomates de António Costa*. Depois, pensando melhor, decidi deixar esse trabalho para quem o faz pior do que eu, e falar apenas de tudo o que não sei.
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013
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segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013
domingo, 10 de fevereiro de 2013
la duda
não é o verso afiado
nem a prosa porosa
em que me vejo aninhado
a chegar e tornar presente
o antes já passado
no eco da minha mente.
tão pouco o sopro morno,
d'esse olhar garço,
cavando rugas no esquecimento.
é sim este relógio, este
maldito relógio, que
tique-taque, tique-taque,
ruge todo o tempo que passo,
no convento da tua imagem,
e depois vem, entra e retira espaço
a todo o ar que engulo.
não sei que faço,
debato-me, esperneio, estrebucho, luto
escolho a distância
será o mais seguro
pois, se arrimo vestindo o escuro,
se te acaricio,
amaino ou afundo este vazio?
se cravo o aço puro,
amanso ou faço o viver mais duro?
in Decir Adiós a Usted, Alejo Vargas (tradução, autor do blogue)
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