sábado, 12 de dezembro de 2015

Projecto díptico vertical #191


Ed Ruscha, 99% Angel, 1% Devil, 1983

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

«[...] and making art... just being happy.», she sad. Her famous last words (In Da Video). That's something I know nothing about — art — but if I did, I would say it's a chef-d'œuvre. Pretty much





«[...]Fame equals power. I'm a good liar when I have to be... but... I hate having to... put anything on for other people. I think that's why people see me as a bitch. What would I do for fame? Hmmm...  I don't wanna say I'd do anything. Hmmm... anything that I felt didn't deteriorate who I am inside, aside from that I'd pretty much... do anything.» 

Em resumo: não ingere metal derretido —  prejudica o seu inner self.

Educação sentimental



quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Lust for booze



Dicionário ideográfico. Desejo


nome masculino

Querer que concebe vários graus de inconseguimento.

sinónimos: vontade, apetite, concupiscência, atracção física, libido

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

...


Com tempo inventaremos uma nova linguagem. Talvez onomatopeias sexuais.

Iconoclasta (e herege)


Satoshi Saikusa

«Assim também a língua é um pequeno membro, e gloria-se de grandes coisas. Vede como um pequeno fogo pode incendiar extensa floresta!»

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Julia Randall


Untitled

...


Ela não é stalker, eu é que já esqueci como é ter alguém que se preocupa.

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

domingo, 29 de novembro de 2015

Quando a raiva inunda o peito, guarda na língua os avisos do ladrar insolente


Daniela Montoya por Chris Heads para GQ Itália, Setembro, 2009

...


IL Y AVAIT DE LA TERRE EN EUX, et
ils creusaient. 


Ils creusaient, creusaient, ainsi
passa leur jour, leur nuit. Ils ne louaient pas Dieu
qui – entendaient-ils – voulait tout ça,
qui – entendaient-ils – savait tout ça. 


Ils creusaient, et n’entendaient plus rien ;
ils ne devinrent pas sages, n’inventèrent pas de chanson,
n’imaginèrent aucune sorte de langue.
Ils creusaient. 


Il vint un calme, il vint aussi une tempête,
vinrent toutes les mers.
Je creuse, tu creuses, il creuse aussi le ver,
et ce qui chante là-bas dit : ils creusent. 


O un, o nul, o personne, o toi:
où ça menait, si vers nulle part?
O tu creuses et je creuse, je me creuse jusqu’à toi –
à notre doigts l’anneau s’éveille.

— Paul Celan, Pavot et mémoire, tradução do alemão de Valérie Briet, 1987

sábado, 28 de novembro de 2015

Abraço o trabalho do mineiro e cavo prazer no veio do teu corpo



Imagem de James Christopher

«Kropotchine, se estava normal, vinha cheio de urgências. Os seus beijos faziam-se vorazes, inundava-lhe a boca toda com a língua, saliva e bigodes, deixando-a quando se afastava rebrilhando de muco e tão vermelha como uma ferida aberta. Nessa altura os olhos de Kropotchine já tinham o característico langor mortiço, o sexo aparecia de repente na sua mão como um estandarte e ele empurrava-a contra a parede e arremetia várias vezes de uma forma que queria ser exemplarmente erótica e sumariamente brutal e não conseguia ir além do arremedo de uma farsa boa para assustar meninas em idade escolar. Porque no fim de contas Kropotchine era um clássico, um macho soft, um tipo quase tão romântico como o Yves Montand. Preferia fazer amor deitado na cama ou no tapete, às vezes sentado quando escasseava o espaço disponível, mas era muito típica da sua sexualidade pouco burilada aquela maneira de espetar uma mulher contra a parede.» 

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

A paixão despede-se com um beijo na face


Emanuela Franchini


«... um beijo na boca, colossal, interminável, quente e adocicado como uma compressa de bife cru. Felizmente, sendo ambos de nariz curto, pude continuar a respirar livremente e a duração do beijo tinha a vantagem de me permitir coordenar os pensamentos e pôr-me a pau, como sói dizer-se.»
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Um do acém para quem identificar o/a autor/a.