Virtudes e pecados, dor e prazer, temas banais. O seu e o seu contrário. Depois veremos melhor.
sexta-feira, 4 de dezembro de 2015
Dicionário ideográfico. Desejo
nome masculino
Querer que concebe vários graus de inconseguimento.
sinónimos: vontade, apetite, concupiscência, atracção física, libido
quinta-feira, 3 de dezembro de 2015
Iconoclasta (e herege)
quarta-feira, 2 de dezembro de 2015
terça-feira, 1 de dezembro de 2015
segunda-feira, 30 de novembro de 2015
domingo, 29 de novembro de 2015
...
IL Y AVAIT DE LA TERRE EN EUX, et
ils creusaient.
Ils creusaient, creusaient, ainsi
passa leur jour, leur nuit. Ils ne louaient pas Dieu
qui – entendaient-ils – voulait tout ça,
qui – entendaient-ils – savait tout ça.
Ils creusaient, et n’entendaient plus rien ;
ils ne devinrent pas sages, n’inventèrent pas de chanson,
n’imaginèrent aucune sorte de langue.
Ils creusaient.
Il vint un calme, il vint aussi une tempête,
vinrent toutes les mers.
Je creuse, tu creuses, il creuse aussi le ver,
et ce qui chante là-bas dit : ils creusent.
O un, o nul, o personne, o toi:
où ça menait, si vers nulle part?
O tu creuses et je creuse, je me creuse jusqu’à toi –
à notre doigts l’anneau s’éveille.
— Paul Celan, Pavot et mémoire, tradução do alemão de Valérie Briet, 1987
sábado, 28 de novembro de 2015
Abraço o trabalho do mineiro e cavo prazer no veio do teu corpo
Imagem de James Christopher
«Kropotchine, se estava normal, vinha cheio de urgências. Os seus beijos faziam-se vorazes, inundava-lhe a boca toda com a língua, saliva e bigodes, deixando-a quando se afastava rebrilhando de muco e tão vermelha como uma ferida aberta. Nessa altura os olhos de Kropotchine já tinham o característico langor mortiço, o sexo aparecia de repente na sua mão como um estandarte e ele empurrava-a contra a parede e arremetia várias vezes de uma forma que queria ser exemplarmente erótica e sumariamente brutal e não conseguia ir além do arremedo de uma farsa boa para assustar meninas em idade escolar. Porque no fim de contas Kropotchine era um clássico, um macho soft, um tipo quase tão romântico como o Yves Montand. Preferia fazer amor deitado na cama ou no tapete, às vezes sentado quando escasseava o espaço disponível, mas era muito típica da sua sexualidade pouco burilada aquela maneira de espetar uma mulher contra a parede.»
quinta-feira, 26 de novembro de 2015
A paixão despede-se com um beijo na face
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| Emanuela Franchini |
«... um beijo na boca, colossal, interminável, quente e adocicado como uma compressa de bife cru. Felizmente, sendo ambos de nariz curto, pude continuar a respirar livremente e a duração do beijo tinha a vantagem de me permitir coordenar os pensamentos e pôr-me a pau, como sói dizer-se.»
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Um do acém para quem identificar o/a autor/a.
terça-feira, 24 de novembro de 2015
segunda-feira, 23 de novembro de 2015
domingo, 22 de novembro de 2015
sábado, 21 de novembro de 2015
sexta-feira, 20 de novembro de 2015
quinta-feira, 19 de novembro de 2015
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