Virtudes e pecados, dor e prazer, temas banais. O seu e o seu contrário. Depois veremos melhor.
sábado, 31 de outubro de 2015
sexta-feira, 30 de outubro de 2015
quarta-feira, 28 de outubro de 2015
terça-feira, 27 de outubro de 2015
Dicionário ideográfico. Da piedade
Ah! A piedade, por muitos considerada o mercurocromo dos ricos, a kryptonite dos banqueiros, a água-benta das causas solidárias, o hidrato de carbono das anorécticas. Tenho para mim que a sua detenção é inversamente proporcional ao uso.
segunda-feira, 26 de outubro de 2015
Alegoria platónica
As pessoas exuberantemente felizes, as mulheres felinamente sensuais, os possuídos de indignações diárias e os subscritores de todas as petições, deviam ser coisa proibida. Um individuo mediano, dotado de senso comum e alguma (pouca) inteligência, pode ser levado a interrogar-se em que caverna vive e que sombras são aquelas que vê reflectidas na parede.
domingo, 25 de outubro de 2015
I was no dream
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| Caccia notturna, Paolo Uccello ca. 1460 (Ashmolean Museum, Oxford) |
«The hunt was a courtly metaphor for the pursuit of love. The hunter — the male rampant. The hind or deer — the defenceless female. But in the game of desire, the chase is so much more uncertain. Is the deer fleeing for her life, or leading her love away deeper into danger? The hunter doesn't know.»
— Lewis, The Point of Vanishing, guião de Paul Rutman
sexta-feira, 23 de outubro de 2015
quinta-feira, 22 de outubro de 2015
Remembrance
They flee from me, that sometime did me seek
With naked foot, stalking in my chamber.
I have seen them gentle, tame, and meek,
That now are wild, and do not remember
That sometime they put themselves in danger
To take bread at my hand; and now they range
Busily seeking with a continual change.
Thanked be fortune it hath been otherwise
Twenty times better; but once, in special,
In thin array, after a pleasant guise,
When her loose gown from her shoulders did fall,
And she me caught in her arms long and small;
Therewith all sweetly did me kiss,
And softly said, ‘Dear heart, how like you this?’
It was no dream: I lay broad waking:
But all is turned, thorough my gentleness,
Into a strange fashion of forsaking;
And I have leave to go of her goodness,
And she also to use newfangleness.
But since that I so kindly am served,
I would fain know what she hath deserved.
― They flee from me, Sir Thomas Wyatt, 1557
Retorno às beldades. Pretender que a sequência da dança das ninfas no sonho (aqui as opiniões dividem-se: sonho ou vigília) é uma homenagem, e não uma paródia, ao bailado L'après-midi d'un faune, de Nijinsky (inspirado na obra com o mesmo nome de Mallarmé), é intelectualizar, pelo excesso, o apetite de Chaplin. Já velhinho ainda ingeria várias ao dia, após dez mastigações cada para facilitar a digestão, conforme recomendação médica
quarta-feira, 21 de outubro de 2015
L'Etat, c'est moi!
À atenção da Causa Real e do 31 da Armada: Se forem bons meninos e puderem garantir que tudo isto não vai desaguar numa Monarquia Constitucional, onde todo o poder é do Parlamento, talvez admita ser o príncipe herdeiro.
terça-feira, 20 de outubro de 2015
Só por causa das coisas
domingo, 18 de outubro de 2015
Sem necessidade de recuar à antiguidade (gregos e romanos) recordo que a saudável libertinagem não teve início nos anos sessenta em Woodstock, com a música rock, a marijuana, o movimento feminista de libertação e queima de sutiãs, nem com a popularização da pílula contraceptiva; também aos neoclássicos uma ninfa bastava. Deixo apenas o link, não ambiciono que o pudor do sexo oposto — eis um adjectivo que contraria o seu propósito — a mais afrodisíaca das virtudes, no dizer desse genial misógino que foi Nelson Rodrigues, sofra danos irreparáveis
sexta-feira, 16 de outubro de 2015
quinta-feira, 15 de outubro de 2015
quarta-feira, 14 de outubro de 2015
Shelley
Ninfas, sejam todos os pecados meus, nas vossas orações, evocados (Hamlet)
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| Ilustração de Édouard Manet para L'après-midi d'un faune de Stéphane Mallarmé |
♦
J'avais de nymphes. Est-ce un songe? Non: le clairRubi des seins levés embrase encore l'air
Immobile.*
♦
Ces nymphes, je les veux émerveiller.
♦
Ces nymphes, je les veux perpétuer.**_________________________________
*Versão inicial de 1865.
**Versão publicada em 1876 da obra maior (poética) do simbolismo francês.
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