quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

112




Tuite escolhido #39




Modelo B, Anexo G1


Abrir um restaurante ao público é um acto dotada de enorme burocracia. O sexo também. Afinal, satisfazer os apetites requer sempre imenso dinheiro e papelada.

Man Ray: De l’Art ou du Cochon



Tirage argentique d’époque, c. 1980

A origem da expressão: "os homens são todos uns porcos"




Falling Asleep with a Pig
Instalação de Kira O’Reilly
Interspecies exhibition, Cornerhouse, 2009

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

A origem da expressão: "tomara nós termos uns cortinados assim"





Não apreciamos particularmente o padrão de rosas inglesas, mas o blogue está monocórdico. Decidiu o Conselho de Redacção colorir o ambiente de trabalho. Enquanto não chega o Verão.

A origem da expressão: "um que vale por dois"



Waclaw Wantuch

A origem da expressão: "dois em um"




Tuite escolhido #38




Francois Schuiten




Comendo a noite


Calar o eco do teu silêncio na madrugada dos meus braços.

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Nunca houve tempo, era demasiado longe


«She wanted them to go together to some hopelessly disreputable bar and to console one another in the most maudlin fashion over a lengthy succession of powerful drinks of whiskey, to compare their illnesses, to marry their invalid souls for these few hours of painful communion, and to babble with rapture that they were at last, for a little while, they were no longer alone.»
― Jean Stafford, The Collected Stories

Manual de sobrevivência







Sade


A dor nunca é formosa, nem sequer despojada de conotações morais, éticas, ou sentimentais.

Projecto díptico vertical #115



 Carla Klein, 2010


O verdadeiro labirinto é o desgosto.

Pergunto: quem inventou o coração do homem? Digam-me! digam-me, e depois mostrem-me o lugar onde foi enforcado. (adaptado de Lawrence Durrel)



Damien Steven Hirst

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Nobuyoshi Araki




Medula

  
Dor que vagueia nos meus ossos, fogo descontrolado;
O que me incendeia agora? Desejo, desejo, desejo. 

A Fervor Parches You Sometimes


«I like to think of you naked.
I put your naked body
Between myself alone and death.»

– Kenneth Rexroth

Michael Sowa



A Summer Night's Melancholy

Betsy VanLangen




Kerstin Zu Pan



Ninfas

domingo, 2 de dezembro de 2012

Beber os sentimentos e reter o vasilhame


"Let my heart have its say and my mind stand idly by,
For my mind is proud and strong enough to be silent,
It is my heart that makes my songs, not I."

– Sara Teasdale, em What Do I Care

«In the end, we’ll all become stories.»





Com esse instrumento todo o cuidado é pouco: faca afiada, a palavra cortante




Tríptico vertical #4




sábado, 1 de dezembro de 2012

Ling Jian



Strangle it, 2007

Lori-Ann Latermouille



Beavertail Cactus, 2004

Ed Kwong



Smoke Gets In Your Eyes

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

A limalha das palavras


 Acreditei querer ser poeta, mas, no fundo, bem lá no fundo, tudo o que pretendia era ser um poema.
— Jaime Gil De Bieda (tradução não literal do autor do blogue)

Quando ela pensa que és calculista as tuas probabilidades diminuem 79%




Soube que estava nu



Sobre fotografia de Alex Gaidouk, 2009


Tuite escolhido #37




quinta-feira, 29 de novembro de 2012

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

O meu coração é um jardim cansado do Outono


«There was nowhere I could go that wouldn’t be you.»

— Jeffrey Eugenides

João 8:32


Enterrar a verdade tão fundo quanto possível, e aguardar que desapareça, ou morra, ou se transforme em húmus. Não acontece. As raízes que lança alongam-se sem medida, ganhando a força de nunca ser erradicada. Não é uma praga contudo.

sábado, 24 de novembro de 2012

A escolher apenas um, era este


«If I now dream about your hands, your hair,
It is the vividness of that dead end
I miss. Like chess. Mind against mind.»
—  Louise Glück, em Dead End



Sempre que mencionam amores profundos, de uma só noite, meto ao bolso


a declaração (um êxito do passado que continua actual).

A imaginação voa. Pista de aterragem?




quinta-feira, 22 de novembro de 2012

a esperança é uma ferramenta:


aceito promessas, mesmo depois do não cumprimento.

O som da porta que bate


Um nome difícil de pronunciar seguido de um longo silêncio. Uma exclamação no escuro. Uma vida como a paisagem de uma árvore só.

Projecto díptico vertical #113




O melhor despertar


com sol e música
cheiro de café e croissant quente
uma perna trémula que empurra a coxa dormente

Grafito




Generation Gap


- O que nos separa?
- Minutos de altura, anos de largura.

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

...


Mantenho o televisor ligado enquanto durmo. Uma punhalada contra o silêncio.

Noites brancas


Que sabes tu de insónias se nunca dormiste comigo?

...


Intuição é o nome que damos aos nossos medos projectados no futuro.

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Bag Raiders (Sunlight)





Eli Medeiros



por Bruno Charoy

Carrie Schneider




...


«And what made these heart-to-hearts possible — you might even say what made the whole friendship possible during that time — was this understanding we had that anything we told each other during these moments would be treated with careful respect.»
― Kazuo Ishiguro, Never Let Me Go

...


«This is the painful part. Love doesn’t leave you. Not all at once. It creeps back in, making you think it can be another way, that it can still be another way, and you have to remind yourself of the reasons that it probably won’t be.»
Laura Dave, The Divorce Party

a quem deseja ter um Pablo Neruda na sua vida: que não se apresse muito

 

PIDO SILENCIO 


Ahora me dejen tranquil
o.
Ahora se acostumb
ren sin mí.

Yo voy a cerrar los ojos

Y sólo quiero cinco cosas,
cinco raices preferid
as.

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Drifting





a rendição chega quando o pensamento se imobiliza


aconteceu-me tudo menos tu, pensava eu, afinal, não és tu, é algo em ti a que não podes dizer não que me diz não a mim

dez mil-réis de mel coado


continua como se nada fosse, isso é tudo

«Hais tous maux où qu'ils soient...»



Sobre uma fotografia de Dominique Clerc por Remi Rebillard, 2011


O efémero constante


Abstenho-me de encontros imaginários e sonhos não sustentados por noites. Reprimo a minha capacidade de criar ilusões.

domingo, 18 de novembro de 2012

George Maciunas



Excerpt from Fluxus Manifesto, 1963

Suddenly, Last Summer


Não pretendo viver contigo, escolho habitar-te.

Hide and Seek


Guardo todos os meus segredos numa única ruga.

Talvez as crianças chorem


Mais difícil, muito mais difícil, que encontrar alguém a quem entregar todos os sentimentos nobres, é achar esse alguém a que se mostra, sem pudor, todos os medos.

01:15 (um pouco é figura de estilo)




sábado, 17 de novembro de 2012

...


De um lado a cama, do outro a noite. Irá a madrugada rejeitar-me?

Disclaimer


Qualquer semelhança com a realidade é pura inocência de quem a pretende copiar.

Rachel Griffiths




in carne


Por cada penitência acrescento uma entrada na errata.

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

...


Uma doença sem diagnóstico é apenas dor?

É solar quando afasta estrelas



Sobre uma fotografia de Maurizio Di Iorio

Al dente são quantos minutos depois de começar a ferver?




terça-feira, 13 de novembro de 2012





"My heart hurts. I don’t know how much more hurt it can take."
— Deb Caletti, The Nature of Jade

How Much?


How much do you love me, a million bushels?
Oh, a lot more than that, Oh, a lot more.

And tomorrow maybe only half a bushel?
Tomorrow maybe not even a half a bushel.

And is this your heart arithmetic?
This is the way the wind measures the weather.

- Carl Sandburg

Y otras pasan; y viéndome tan triste,
toman un poquito de ti
en la abrupta arruga de mi hondo dolor.

- Cesar Vellejo



Michael Reedy




Valerio Carruba




Zhang Huan




pagar a máscara com o rosto



Xue Jiye

segunda-feira, 12 de novembro de 2012






«Know how sublime a thing it is
To suffer and be strong.»

– Henry Wadsworth Longfellow

ainda sobre o corpo


deixar correr a imaginação e ofertar um rio de suor

tlim


Nenhum autor exibe tão profusamente o seu "eu" quanto o anónimo.

a palavra que substitui o nome




um gosto no palato
medido em palavras
depois soprado em campânula de vidro
silenciado
e fito essa tempestade de verbos e pronomes mudos 
que na transparência devolve o olhar
e leio noite e noites
e interrogo-me: o que fazer quando (se)
um dia (ele) crescer e estilhaçar a (sua) redoma?
 - Hernando Hidalgo de Ao Pablo Que Ninguém Ajuda (tradução da responsabilidade do autor do blogue)

plim


O amor é sempre pior que o sexo. O coração não muda de posição.

domingo, 11 de novembro de 2012

zim


A pinça pode ser delicada ou cruel.

Amanhã é dia de escola


Lições de vida dá-mas o corpo.

Arnold Odermatt



Oberdorf, 1964

Marvin Koner



A speeding ambulance in the city