sábado, 12 de fevereiro de 2011

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Licenciatura bietápica

Luzes apagadas. Missionário apenas. Oral? Gargarejar o elixir dentário.

Autocrítica em campo de trabalho

Aos blogueiros filósofos da democracia lusa recomendo um banho de realidade na Carris, no Metro, e menos tempo em citações.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Uma biblioteca, um livro


Conta-se em poucas palavras. O bom utente recorre a bibliotecas. Não conheciam o autor. Não detinham qualquer exemplar das suas obras. O bom utente preencheu o impresso de sugestões e recomendações. Indicou o autor e a obra (a que não tinha lido). Forneceu todos os seus números, contactos e dados antropométricos, mesmo já fichado. O bom utente aguardou. O bom utente foi informado por escrito e correio azul, que a biblioteca, "por motivos de ordem financeira", não podia comprar o livro. O bom utente já tinha doado a essa biblioteca dezenas de livros. O bom utente está a desenvolver Tourette, exclusivamente na modalidade vocal de coprolalia.

Do autor já disseram isto:
"[...] dá-nos o quase esquecido prazer de uma linguagem em que a simplicidade vai de par com a riqueza [...] uma linguagem que decide sugerir e propor, em vez de explicar e impor."
José Saramago

"Não há muitos escritores que [...] tão destemidamente escolham a verdade como padrão [...]." Trow, Amesterdão

Podem encontrá-lo aqui e aqui. 

Hocus pocus

Quando pretenderem conhecer o carácter de uma pessoa, observem o modo como ela se relaciona com quem não tem utilidade para a fazer prosperar, restituir-lhe a saúde, dar estatuto ou garantir sexo casual.

Devia ter cursado medicina

São esses, os médicos, as manicuras e os lojistas, os que melhor sentem o pulso às mulheres.

Mala Praxis

Os laboratórios privados e o casamento, esses assassinos da livre experimentação.

Ilegal

Ele tinha proventos, sem encargos de taxas e impostos*. Evitava o casamento. 

* E com um mínimo de custos. Excelente superavit. Distribuía dividendos.

O cartão do nosso descontentamento

"Relatório sugere fim do número de eleitor"

Sobre este assunto apenas uma nota breve. O Cartão de Cidadão (CC), ao contrário da propaganda governamental, no momento do seu lançamento e posteriormente em documentos oficiais, não tem capacidade para memorizar, ou inscrever, o número de eleitor no circuito electrónico embutido (chip). Portanto, a manter-se o número, terá de ser encontrada uma solução fora do cartão.

Eliminar o número de eleitor, torna obrigatório refazer a totalidade dos cadernos eleitorais. A nova elaboração apenas poderá respeitar a ordem alfabética, a mais natural e a única exequível, excepto se pretenderem misturar, em cada secção de voto, os números do CC, com os números dos ainda existentes, em maioria, Bilhetes de Identidade. Para salgalhada já basta a existente.

Eliminar o número de eleitor e utilizar novos cadernos eleitorais, ordenados alfabeticamente, apresenta um problema: vai aumentar significativamente o tempo do acto de votar.

Cada secção de voto e portanto cada caderno eleitoral, possui cerca de mil eleitores que, distribuídos pelas onze horas da votação, com uma taxa de abstenção de 50%, dá uma média de 45 eleitores por hora. Um minuto e pouca para cada um.

Actualmente, na mesa de voto, a busca do eleitor nos cadernos (cada um com cerca de 1000) é feita por dois escrutinadores, através do número de eleitor, com um a cinco dígitos úteis, antecedidos ou não por uma letra, que se torna irrelevante no caderno.

Uma busca por ordem alfabética, atendendo a que nas mesas esse tipo de "habilidade" não é comum, vai dobrar* o tempo necessário para votar.

Teria sido mais simples prever espaço de impressão no CC para o número de eleitor. Bastava terem usado a cabeça. Não era pedir muito.

*Se não perceberem o motivo mais tarde explico. Agora tenho sono.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Sobre o assunto do escrito infra, o Tolan exemplifica a resolução do problema

Por definição a réplica tem menor intensidade

Como é que as lésbicas casadas decidem qual delas tem sempre razão?

O homem que casou com a sua mão direita - Luís Fernando Veríssimo

[...]
- Pedi a minha mão em casamento.
- O quê?!
- Você vai casar com você mesmo?
- Não, só com a minha mão. Esta. E Herculano levantou a sua mão direita. A noiva abanou para todos na mesa.

Herculano explicou que não tinha sido uma decisão súbita e impensada. Ele e a sua mão eram ligados desde pequenos. Tinham se criado juntos. A partir da puberdade, haviam começado a fazer sexo regularmente, mas nada sério. Coisa de adolescentes.

Com o tempo, no entanto, o relacionamento mudara. Crescera uma real afeição entre os dois, que aos poucos se transformara em amor. A verdade, contou Herculano, era que encontrara na sua mão direita o que nunca encontrara numa mulher. Além de ser uma companheira constante que jamais o contrariava e fazia todas as suas vontades, era uma amante perfeita. Nenhuma mulher conseguia satisfazê-lo como a sua mão direita.


- Me apaixonei, pronto - disse Herculano.
Herculano enumerou todas as vantagens de ter a sua mão direita como esposa. Ela jamais lhe seria infiel. Ela jamais se recusaria, com um gesto que fosse, a fazer amor com ele. Estaria sempre pronta para o sexo, incapaz de alegar dor de cabeça, tendinite ou o que fosse. E não esperaria que ele fizesse conversa de neném antes e depois do ato, como algumas mulheres exigem. A sua mão direita não esperaria nada, não exigiria nada, seria uma amante - além de exímia nas artes do amor - silenciosa.

[...]

E aconteceu uma coisa que ninguém poderia prever. O Herculano, que nunca fora disso, se revelou um grande ciumento. Continua frequentando a roda, mas, se desconfia que alguém está dando muita atenção à sua esposa, põe a mão no bolso.

In Expresso, 15 de Janeiro de 2001, suplemento Atual, p. 36
O texto completo aqui

Apontar é feio


Ela amo-o, por isso nunca mente sobre o número de dedos.

Contra a corrente


Na educação sou favorável ao regresso da boa e velha palmada. Entre adultos.

E a munição?

Na guerra dos sexos a crueldade é a arma dos homens, a vingança a das mulheres.

Storia italiana in tre scatti

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

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A mentira é uma abominação perante Deus e uma ajuda muito presente quando se está metido em sarilhos.

Agnus Dei

A sua virtude foi aceitar que Deus não está preocupado apenas, ou principalmente, com a religião. Essa tarefa reserva-a para os crentes.

Igreja Católica abençoa confessionário no iPhone

Venderam a alma e vivem em paz com a receita.

Uma voz interior

A consciência alertou-o para o enorme erro, que estava prestes a cometer. Falou e disse: "cuidado estúpido, estão a olhar!"

Proponho Belle Dominique que tem a vantagem de estar vivo

Facebook

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Diamonds are a girl's best friend

Não existe nada melhor para um homem manter a sua juventude que oferecer jóias.

Só tenho más notícias

"Deus inventou o sexo, nós inventámos o amor. Ele tinha razão!" 
- Vergílio Ferreira, Conta-Corrente 5, obra mais conhecida por Ajuste de Contas

Jonathan Franzen - Freedom

O escritor americano (nascido em 17 de Agosto de 1959) romancista e ensaista, escreveu o seu terceiro romance (The Corrections) em 2001. Um drama familiar que atravessa gerações (ainda não li). Ganhou um National Book Award, e foi finalista do Pulitzer Prize for Fiction em 2002. O seu quarto romance Freedom, foi publicado em Agosto de 2010.

No mesmo espaço de tempo Gonçalo M. Tavares publicou 29 (vinte e nove livros). Confirma também em várias entrevistas possuir outros projectos, uns terminados outros em andamento, na arca (como o Fernando Pessoa). A sua pressa provém da certeza de que vai morrer jovem.

A genialidade lusa é efectivamente coisa maior. 

Simplex

Não é gaja, nem garina. É um português com seios!

Vitalino Canas: "PCP nunca hesitou em tentar derrubar os governos do PS"

Quando os políticos indicam a parte anatómica,  mordida pelo cão, esperam que os eleitores corram a fazer o curativo.

"Tem gelo nas veias."

Não é verdade o que comentam a propósito da sua celebrada frieza. Termicamente inacessível não é a mesma coisa.
- Hugo V., A Morte das Papilas Gustativas, 2010, Edição de Autor

Comício

Acreditava firmemente na democracia e na liberdade de expressão, mas, isso não era obstáculo a gostar sempre mais da que gritava menos.

Relvas esclarece que moção de censura não é para discutir agora

Passos Coelho deve começar a queimar os discursos proferidos, não falta muito para chegar ao poder.

Berlusconi: imbarazzo e vergogna

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Dia de limpezas - para acabar de vez com as queixinhas

Para as leitoras que este blogue não professa a misoginia

Este amor não é reciclável

Ken usa Facebook e Twitter para reconquistar Barbie

Eixo do Mal

Quando este governo cair espero lá estar para ver, os críticos televisivos em correria, com o fito de ampararem a queda.

Neb

Não é maldade, nem preconceito ideológico, mas aquele jeito hirto, a secura de carnes e o olhar vítreo ... Cavaco Silva é um sucesso da arte de embalsamar.

Saqueador do Museu da Cairo momentos antes da captura